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sábado, 4 de dezembro de 2010

Arquivo Histórico digital de Cascais já está online

O novo Arquivo Histórico Digital disponibiliza o acesso a c. 40 mil registos, incluindo fotografias, com espécies que recuam ao último quartel do século XIX, e milhares de bilhetes-postais ilustrados.
Tais registos respeitam à documentação conservada no Arquivo Histórico Municipal de Cascais (com 53 fundos e colecções sobre o concelho) e noutros núcleos arquivísticos, como os do Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria e da Casa Reynaldo dos Santos - Irene Quilhó dos Santos.
Fontes: Público e AHDC.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

UNESCO estreia a Biblioteca Digital Mundial

Depois de projectos como a Europeana e Domínio Público, de que aqui falámos, foi agora a vez da UNESCO lançar uma plataforma digital internacional, a Biblioteca Digital Mundial. A inauguração ocorreu ontem. Este projecto envolveu uma parceria entre 32 organizações, incluindo a Biblioteca do Congresso e a Biblioteca de Alexandria.

A BDM fornece livre acesso a manuscritos, diários, livros raros, mapas, filmes, fotografias e gravações (vd. aqui), sendo multilingue (está disponível em árabe, chinês, espanhol francês, inglês, português e russo). Alguns exemplos de conteúdos de origem portuguesa são referidos aqui.
Apresentando-se como complementar da Europeana e da Google Book Search e tendo como públicos-alvo estudantes, educadores e académicos, aposta nas áreas cultural e educativa, em especial na interculturalidade e no entendimento internacional. Outros fins são reforçar os conteúdos culturais e auxiliar as instituições parceiras a colmatar lacunas no digital (vd. aqui).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Planos de gestão do território português acessíveis na Internet

A boa nova vem no Público de hoje, e representa um reforço meritório do acesso dos cidadãos a informação relevante, disponibilizando electronicamente os vários tipos de planos de gestão territorial. Começa nos planos de urbanização (PU), planos de pormenor (PP) e planos directores municipais (PDM), a nível local; e termina nos planos de ordenamento da orla costeira (POOC) e nos planos regionais de ordenamento do território (PROT), a nível intermédio. Permite também aceder a condicionates inscritas nos planos, como p.e. as áreas abarcadas pelas RAN e REN.
Este arquivo com sistema de pesquisa, designado por Sistema Nacional de Informação Territorial (SNIT), é da responsabilidade da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano. Mais informações aqui.
Ainda quanto ao planeamento territorial e urbanístico, está também disponível o Portal do Ordenamento do Território e do Urbanismo.
Eis 2 boas ferramentas para uma maior informação, participação e escrutínio públicos por parte dos cidadãos. Auxiliarão o exercício dos deveres de cidadania e, pelo caminho, poderão ajudar a evitar atentados urbanísticos ou ambientais (como este que é noticiado na mesma edição do Público), com o que todos teremos a ganhar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Arquivo de Maria de Lourdes Pintasilgo disponível na Internet

O Fundo Maria de Lourdes Pintasilgo está desde hoje parcialmente disponível na Internet, numa iniciativa da Fundação Cuidar O Futuro, uma instituição de direito privado sem fins lucrativos.
O projecto Memória na Internet de Maria de Lourdes Pintasilgo foi iniciado em II/2006, com o apoio do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento, e tem como fins "garantir o tratamento técnico de parte significativa do acervo documental" de Maria de Lourdes Pintasilgo e a sua "disponibilização em suporte digital e na Internet".
Trata-se da salvaguarda e divulgação para todos dum "arquivo de relevante interesse histórico, mas também dar um importante contributo para a organização do acesso público à informação". Por ora, pode-se aceder a c. de 10 mil dos 50 mil documentos do referido acervo, estando sob reserva a documentação desde 1986, ano da sua candidatura presidencial independente.
Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004) foi dirigente da Mocidade Portuguesa Feminina (1944-53), presidente da JUCF (1951-60) e do Pax Romana - Movimento Internacional de Estudantes Católicos (1956-58), responsável do movimento internacional cristão Graal (1960-69), procuradora à Câmara Corporativa no marcelismo (1969-74), ministra dos Assuntos Sociais nos II e III governos provisórios (1974/5), presidente da Comissão da Condição Feminina (1975), embaixadora na UNESCO (1976-79), primeira-ministra do V Governo Constitucional (1979/80), co-fundadora do Movimento para o Aprofundamento da Democracia (1982-85), membro do Conselho da Universidade das Nações Unidas (1983-89) e do Clube de Roma, candidata presidencial independente em 1986, eurodeputada independente pelo PS (1987-89), co-presidente da Comissão Mundial de Globalização, entre vários outros cargos. Para mais informação biográfica vd. aqui e aqui.