Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de julho de 2010

Classica Digitalia: quando o sonho se faz obra

A Classica Digitalia é um projecto recente da Universidade de Coimbra, e com vistas largas: «A biblioteca online CLASSICA DIGITALIA - VNIVERSITATIS CONIMBRIGENSIS visa criar um grande espaço de difusão da cultura científica para a área dos Estudos Clássicos. A biblioteca estará receptiva a colaborações de toda a comunidade académica, dando especial atenção à criação de sinergias dentro do espaço lusófono».

Além da componente digital, de livre acesso, está assegurada a publicação em formato impresso de todos os títulos editados pela CLASSICA DIGITALIA.

Esta biblioteca está dividida em 4 áreas: 1) Humanitas (revista homónima, parte da qual de livre acesso); 2) Humanitas-Supplementum; 3) Autores Gregos e Latinos; 4) Varia. A pesquisa das obras pode ser feita por título, autor, assunto e data. Disponibiliza ainda um serviço de alertas.
Entre os últimos textos digitalizados contam-se as Obras morais - sobre o afecto aos filhos, sobre a música, de Plutarco.

Nb: este post foi inspirado no texto «Erudições», de José Pacheco Pereira, uma ode sentida à erudição, esse «sonho de absoluto» visto por muitos como obsoleto e inútil...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal já está a funcionar

Noticia hoje o jornal Público que já está disponível on line o Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP). Ainda segundo o mesmo jornal:
"A plataforma vai permitir aos investigadores portugueses disponibilizar os seus resultados das investigações científicas.O projecto, desenvolvido pela Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) e pela Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) em colaboração com a Universidade do Minho - «pioneira no movimento de Repositórios Científicos de Acesso Aberto», diz o comunicado da FCNN - é uma plataforma informática que vai agregar conteúdos científicos em regime de acesso aberto. A informação será produzida pela «comunidade científica, nomeadamente pelas unidades de investigação e pelas universidades», diz Luís Magalhães, presidente do conselho executivo da UMIC. O objectivo é criar uma plataforma de informação científica nacional coerente, ao mesmo tempo mantendo a identidade corporativa. Actualmente, já integra as cinco bases de dados de instituições científicas e de ensino superior anteriormente existentes e espera a adesão de outras unidades de ensino. O RCAAP baseia-se no software de código aberto DSpace, criado pelo MIT precisamente para repositórios deste tipo, actualmente utilizado em várias partes do mundo. Luís Magalhães acrescenta que o sistema está «integrado num movimento internacional» de disponibilização e expansão enquanto instrumento de informação da actividade de investigação científica de acesso aberto".
Pela busca preliminar que efectuei, tem ainda pouco material disponível este agregador de conhecimento fornecido por instituições científicas portuguesas, mas a sua divulgação gradual certamente irá reforçá-lo dentro em breve. Seria útil que nele se criassem subdivisões dentro das áreas disciplinares.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Uma pergunta

Antes de um post sobre determinismo, uma pergunta mais própria deste ladob.
Isto de as Ordens não reconhecerem cursos autorizados pelo Ministério do Ensino Superior é no minimo esquisito. As Ordens são entidades reconhecidas pelos poderes públicos pelo seu interesse para a boa organização de determinadas actividades profissionais e como tal dispõem de competências na sua regulamentação; não são autorizadas a ditar o que é ensino ou não é. Isso o Estado detém para si.
Uma coisa é só se poder ser engenheiro se se registar na Ordem e cumprir certos requisitos de acesso ao exercício da profissão; outra é a Ordem discriminar mais do que a autoridade legalmente competente no que toca a questões de ensino. E o caso dos engenheiros não é o único. Bem sei que o minisério não cumpre as suas obrigações, mas isso é outro assunto. O não cumprimento é geral, e as Ordens não deixam de beneficiar disso para abusarem da sua autoridade e discriminarem socialmente em favor de uns e prejuízode outros. Se actuasse, o ministério interferia com elas, com o ensino privado e, por fim com o público - ou seja, consigo. Mas além desta «explicação sistémica», se me souberem explicar como se processa este fenómeno, agradecia.