Antes de um post sobre determinismo, uma pergunta mais própria deste ladob.
Isto de as Ordens não reconhecerem cursos autorizados pelo Ministério do Ensino Superior é no minimo esquisito. As Ordens são entidades reconhecidas pelos poderes públicos pelo seu interesse para a boa organização de determinadas actividades profissionais e como tal dispõem de competências na sua regulamentação; não são autorizadas a ditar o que é ensino ou não é. Isso o Estado detém para si.
Uma coisa é só se poder ser engenheiro se se registar na Ordem e cumprir certos requisitos de acesso ao exercício da profissão; outra é a Ordem discriminar mais do que a autoridade legalmente competente no que toca a questões de ensino. E o caso dos engenheiros não é o único. Bem sei que o minisério não cumpre as suas obrigações, mas isso é outro assunto. O não cumprimento é geral, e as Ordens não deixam de beneficiar disso para abusarem da sua autoridade e discriminarem socialmente em favor de uns e prejuízode outros. Se actuasse, o ministério interferia com elas, com o ensino privado e, por fim com o público - ou seja, consigo. Mas além desta «explicação sistémica», se me souberem explicar como se processa este fenómeno, agradecia.
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quinta-feira, 12 de abril de 2007
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